Pular para o conteúdo principal

AOVIVO

RadiosNET

Para ouvir nossa rádio, baixe o aplicativo RadiosNet para celulares e tablets com Android ou iPhone/iPads.

Rádio Carazinho

Carazinho perde ícone do rádio e do tradicionalismo


Carazinho perdeu no início da tarde desta quinta-feira (26) Oly da Cunha Sawoff, o Cedrinho. Ele tinha 84 anos e faleceu por complicações de saúde. Ele chegou a ser internado na quarta-feira (25) no Hospital de Caridade de Carazinho - HCC. O velório ocorre na capela A da Funerária Somosplan e o sepultamento será nesta sexta-feira (27), às 17h, no Cemitério da Glória. 


Sawoff nasceu em 21 de novembro de 1931, em Soledade. Comemorou aniversário com amigos e familiares recentemente. Era filho de Sawa Manoel Sawoff e Cecília Damaris da Cunha. Estudou até o quarto ano na Escola Municipal Bento Gonçales, em Esteio. Começou a trabalhar aos 16 anos ajudando o pai na pensão da família, em Bento Gonçalves. Em 1949 serviu ao Exército Brasileiro e depois da baixa veio morar em Carazinho. 

Casou-se em 1957, com Zilda de Paula Vargas e teve dois filhos: João Marcelo e Luís Carlos, professor. Começou a trabalhar na antiga Rádio Carazinho, hoje Rádio Diário AM 780Khz, como locutor fazendo dupla com João Batista Barbosa – que lhe deu o apelido de Cedrinho. O programa apresentado por eles chamava-se Grande Rio Grande. Depois apresentou sozinho o Programa Amanhecer na Fazenda, e mais tarde comandou o Programa Entardecer na Fazenda.
 


Por 13 anos trabalhou para as empresas Simon (antigo Cine Brasília). Também foi vigilante do Banco do Brasil durante pouco mais de três anos e do Itaú, por quase 16 anos. Depois se aposentou e passou a dedicar-se para a música e o tradicionalismo, duas de suas grandes paixões. 

No CTG Rincão Serrano apresentou programas tradicionalistas até que em 1988 foi convidado para apresentar o Roda de Chimarrão, no CTG Pedro Vargas, função que desempenhava há até pouco tempo, junto com outros apresentadores. Foram pelo menos 60 anos de rádio. 


Homenagens

Durante a Semana Farroupilha de 2013, o Conselho Municipal de Tradições Gaúchas – CMTG homenageou Cedrinho com o anel de Destaque Tradicionalista. Na ocasião, o então presidente da entidade, Volmir Schacht, destacou: “Sobre a pessoa do Cedrinho, ele dispensa comentários. É uma pessoa com legado muito grande para o tradicionalismo, que até hoje ele não abandona”, disse. O homenageado se disse contente pela lembrança. “Iniciei no rádio em Carazinho, trabalhei muitos anos. Tenho uma trajetória. É uma satisfação receber essa homenagem nesta noite”, afirmou Cedrinho. 

Cedrinho também foi homenageado no Galpão Crioulo do Grupo Diário da Manhã em 2014, também durante a Semana Farroupilha. Na ocasião, a diretora Jussara Alberton Sirena explicou que foi percebida a necessidade de fazer uma homenagem a comunicadores que fizeram muito pelo tradicionalismo no município, entre eles Sawoff.


Perda lamentada 

João Marcelo Sawoff, colaborador da Rádio Diário AM 780Khz, ingressou no rádio aos 19 anos influenciado pelo pai Cedrinho. “Quem arrumou um emprego para mim foi meu pai. Comecei a trabalhar com ele no programa Amanhecer na Fazenda e devo muito a ele, este tempo que estou no rádio”, declara, acrescentando que sente extremo orgulho do pai, uma vez que ele é figura conhecida no tradicionalismo e na comunicação. “Meu pai sempre frequentou CTG, era músico, até um mês atrás estava indo no Pedro Vargas onde ajudava a apresentar o Roda de Chimarrão. Foi um homem que sempre gostou disso”, salienta.

O ex-prefeito Aylton Magalhães, que trabalhou com Cedrinho na época da Rádio Carazinho, destacou a simplicidade do radialista. “Ele era a marca da simplicidade do rádio. O Cedrinho foi um animador simples que misturada a música gaúcha com a sertaneja, falava para as pessoas simples e pessoa muito boa de se conviver”, elogia. 

Magalhães era responsável por reproduzir no ar os comerciais dos programas de Cedrinho. “Ele dizia assim, 'e agora vamos aos nossos comerciais, ele que veio lá da Palmeira e fala com alma e coração, Aylton Magalhães'. Nunca me esqueço disso. Tinha uma ligação muito boa com ele e tenho com toda a família”, enfatiza. 


Tristeza de quem conviveu com ele 

Reinaldo da Silva, patrão do CTG Pedro Vargas, entidade que teve Cedrinho como grande colaborador durante muito tempo com o Programa Roda de Chimarrão, destacou a paixão dele pela tradição. “Ficamos muito tristes com esta notícia. O Cedrinho era um apaixonado pelo CTG. É uma perda muito grande para nós. Embora não estava mais tão presente no programa, seguidamente vinha para participar conosco”, observou. O CTG Pedro Vargas deverá prestar uma homenagem ao colaborador no programa deste domingo, veiculado na Rádio Diário AM 780Khz. 

O presidente do CMTG, Pedro Américo Messerschmidt, lembrou da homenagem prestada pela entidade a Cedrinho, em 2013. “Sempre defendo que devemos agraciar as pessoas em vida para que elas tenham certeza de que foram reconhecidas por tudo o que fizeram. Carazinho perde um ícone do nosso tradicionalismo e não tem ninguém à altura que possa substituí-lo. Nos resta lamentar e pedir que ele seja recebido na estância do céu de braços abertos porque ele é merecedor”, pondera. 

“Tive o privilégio de trabalhar com ele em 1971 e ele já era antigo no rádio. O programa dele era de auditório e as pessoas iam até lá para acompanhar. Ele apresentava seus gaiteiros, seus artistas. Eu fazia a leitura dos comerciais dele”, recorda o radialista Verdi Ubiratan de Moura, diretor da Agência Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão - AGERT. “Estou chocado porque não faz um mês que falei com o filho dele e perguntei sobre o Cedrinho. São coisas da vida e a gente vai perdendo os companheiros do rádio. Temos que levar as condolências à família do Cedrinho pelo tempo que ele representou para o rádio”, declarou. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Aqui também tem RED

Britt Nicole na Rádio Carazinho

Starfield na Rádio Carazinho